A organização do Metrópoles Run, corrida que fecha a temporada de rua do Distrito Federal no dia 21 de dezembro, divulgou nesta semana os critérios de desclassificação que eliminarão, de forma irrevogável, qualquer atleta que descumpra as regras de segurança e de fair play. A principal delas – e que já gerou advertência pública da Federação de Atletismo do DF (FATDF) – é a transferência do número de peito ou do chip de cronometragem para terceiros. Quem for flagrado nesse procedimento perderá o direito de disputar a prova e será impedido de participar das próximas edições do evento, além de responder por infração ética prevista no regulamento da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt).
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Com largada e chegada no Eixão do Lazer, a prova terá três distâncias homologadas (5 km, 10 km e 15 km) e percurso aferido por técnico credenciado pela CBAt. A expectativa da organização, liderada pelo técnico Paulo Sérgio Rosa Costa, é reunir cerca de 4,5 mil corredores entre as categorias masculina e feminina – número 18% maior do que o registrado na edição passada, segundo levantamento interno do Instituto Inbras. A premiação será distribuída em dinheiro e troféus para os três primeiros de cada percurso, com tempos oficiais extraídos diretamente do chip descartável entregue no kit. A retirada do material acontece nos dias 19 e 20 de dezembro, mediante doação obrigatória de um brinquedo ou material escolar novo, destinado a crianças de comunidades atendidas por projetos sociais do DF.
Além da proibição de transferência de número, o regulamento prevê desclassificação imediata para quem se desviar do percurso demarcado, furar postos de hidratação ou receber auxílio externo fora dos pontos de apoio oficialmente sinalizados. A equipe de arbitragem terá 25 fiscais de pista, reforçada por 120 voluntários de orientação e 8 juízes de prova com função de videochamada para análise de incidentes. O tempo limite para encerramento das provas será de 2h30 para os 15 km, 1h45 para os 10 km e 1h para os 5 km; atletas que ultrapassarem esses limites serão removidos do percurso por segurança e terão seus resultados cancelados. A organização disponibilizará 14 postos médicos, quatro ambulâncias e um hospital de campanha na largada, medidas que atendem ao protocolo de segurança da CBAt para provas de rua.
As inscrições, abertas em 25 de novembro, seguem até 15 de dezembro ou até que se atinja o teto de 5 mil participantes, já 72% preenchido segundo dados atualizados na plataforma oficial. O custo varia de R$ 120 a R$ 160, dependendo da distância, e inclui seguro de responsabilidade civil, chip, medalha de finisher e camiseta técnica. Após o encerramento das vendas, não haverá lista de espera nem alteração de categoria. O desfecho da temporada de corridas de rua do DF pode definir quem lidera o ranking estadual de 2025, já que o Metrópoles Run é a última etapa pontuável da FATDF antes do recesso técnico de janeiro, quando a maioria dos atletas iniciará período de transição para a temporada seguinte.