A última pesquisa do IBGE confirma que a expectativa de vida ao nascer no Brasil passou de 76,4 para 76,6 anos em 2024, um ganho de apenas dois meses, mas que reflete um progresso histórico. Esse pequeno salto demonstra, de forma tangível, que políticas de saúde pública, vacinação em massa e o acesso mais amplo a serviços médicos estão funcionando. Para quem busca qualidade de vida, a mensagem é clara: manter um estilo de vida equilibrado – alimentação adequada, prática regular de atividade física e vigilância médica preventiva – pode contribuir para prolongar não apenas a longevidade, mas também a qualidade de vida ao longo dos anos.

O avanço observado tem raízes em múltiplos fatores. O fim do pico da pandemia de COVID‑19, que em 2021 reduziu a expectativa de vida para 72,8 anos, foi acompanhado pelo retomado de programas de imunização e pelo fortalecimento do sistema de vigilância epidemiológica. Além disso, melhorias no acesso a saneamento básico, na educação em saúde e no controle de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, têm reduzido a mortalidade precoce. Ainda que a diferença entre homens (73,3 anos) e mulheres (79,9 anos) persista, o ganho de 2,5 e 2,0 meses, respectivamente, indica que a intervirção pública está alcançando ambos os sexos de maneira mais equilibrada.

Para quem pretende aproveitar essa tendência de aumento de expectativa de vida, alguns cuidados são fundamentais. A adoção de hábitos alimentares ricos em frutas, vegetais, grãos integrais e proteínas magras, combinada com a prática regular de exercícios aeróbicos e de fortalecimento muscular, favorece a manutenção do peso corporal e a redução de riscos cardiovasculares. A vacinação, incluindo a de reforço para COVID‑19, permanece uma ferramenta essencial para prevenir infecções graves. Além disso, a atenção à saúde mental, por meio de estratégias de redução de estresse, sono adequado e apoio social, influencia diretamente na longevidade. No entanto, é importante reconhecer que esses comportamentos são complementares e não substituem o acompanhamento clínico, especialmente para o diagnóstico precoce de doenças crônicas.

O estudo também destaca a redução drástica da mortalidade infantil – de 146,6 de cada mil nascidos vivos em 1940 para 12,3 em 2024. Embora esse resultado seja positivo, ele evidencia a necessidade contínua de investimento em cuidados materno‑infantis, educação sanitária e vigilância de doenças infecciosas. A desigualdade regional e socioeconômica ainda provoca disparidades no acesso a cuidados de saúde, de modo que a expectativa de vida média não reflete a realidade de todos os grupos populacionais. Assim, embora a estatística geral indique progresso, políticas públicas direcionadas a comunidades vulneráveis permanecem cruciais para garantir que o aumento de longevidade seja verdadeiramente equitativo.

Sem consulta SPC/Serasa
Os 5 melhores cartões de crédito sem consulta SPC/Serasa
×
Crédito para negativados
Cartão de crédito para negativado: conheça os top 5 disponíveis
Exit mobile version