O relator da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, senador Weverton Rocha (PDT-MA), afirmou ao Metrópoles que apresentará na semana que vem parecer favorável à aprovação do nomeado por Luiz Inácio Lula da Silva. “Farei o possível para ajudá-lo”, declarou o parlamentar, que é vice-líder do governo na Casa. Para compor o colegiado da Corte, o atual advogado-geral da União precisa angariar o apoio de pelo menos 41 dos 81 senadores, começando pela CCJ, onde a maioria simples já garante o passaporte, e depois pelo plenário, que exige maioria absoluta.

A sabatina está marcada para 10 de dezembro, mas o calendário ainda depende do envio formal da mensagem presidencial ao Senado — trâmite que, segundo interlocutores, ainda não foi concluído. Enquanto isso, Messias percorre gabinetes em busca de votos. Na terça (25) esteve com o presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA); na quarta (26) reuniu-se com a senadora Eliziane Gama (PSD-MA); e na quinta (28) conversou com o próprio relator. O encontro com Weverton Rocha tratou de resistências declaradas por parte da bancada de direita e da falta da mensagem presidencial, ponto que tem adiado o início da contagem regressiva para a votação.

O PSD, partido de Gilberto Kassab, foi escolhido como primeira escala da articulação: são 13 senadores, segunda maior bancada da Casa. Apesar da ofensiva, o nome de Messias não era o preferido da maioria dos parlamentares ouvidos reservadamente pelo Metrópoles. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e líderes partidários cobravam a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ex-presidente do Congresso. Após a escolha de Messias, Pacheco desistiu de planejar candidaturas para 2026 — Lula chegou a sondá-lo para concorrer ao governo de Minas Gerais.

O relatório de Weverton Rocha deve reforçar que Messias “preenche todos os requisitos necessários”, segundo o próprio relator, mas ainda não há garantia de que o texto garanta os 14 votos necessários entre os 27 titulares da CCJ. Caso aprovado no colegiado, o nome segue para o plenário, onde serão necessários 41 votos. A base do governo conta hoje com cerca de 37 senadores, número que pode variar conforme agenda da semana e articulação de lideranças. A expectativa é que a votação na CCJ ocorra até 6 de dezembro, mantendo a sabatina no dia 10, mas tudo depende da entrega da mensagem presidencial e da confirmação de quórum mínimo no colegiado.

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