A Justiça do Distrito Federal negou o pedido de renúncia dos advogados Marcus Eduardo Miranda Martins e Gabrielle Vieira Santana, que defenderão o técnico de enfermagem Marcos Vinícius da Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, preso suspeito de matar pacientes internados no Hospital Anchieta. Os advogados haviam solicitado a renúncia na terça-feira (27/1) e não foram considerados pela magistrada pelo fato de não provarem a notificação ao investigado de sua decisão de abandonar a defesa. Em consonância com o artigo 112 do Código de Processo Civil, o advogado deve permanecer na defesa por 10 dias após a renúncia. Com a decisão da Justiça, os advogados devem manter a defesa, até que apresentem um novo pedido de renúncia comprovado.

A decisão da Justiça é resultado de uma investigação que envolve a morte de três pacientes internados na UTI do Hospital Anchieta. A Polícia Civil do Distrito Federal havia preso o técnico de enfermagem, suspeito de cometer os homicídios com a ajuda de substância letal. Os advogados de Marcos Vinícius da Silva Barbosa de Araújo já haviam argumentado que não há sentença condenatória ou pronunciamento judicial que reconheça a prática de crime por parte do investigado. Além disso, a defesa deu a entender que irá buscar recursos e tentar provar a inocência do técnico de enfermagem envolvido no caso.

Até a data do fechamento desta reportagem, não foi divulgada a identidade de possíveis novos advogados que podem assumir a defesa do técnico de enfermagem, caso os atuais advogados sejam retirados da causa. O caso ainda é objeto de investigação e o tecnicismo jurídico continua, enquanto a justiça buscam os seus caminhos pela verdadeira culpabilidade ou inocência do médico envolvido nesse drama, com suas implicações na saúde pública.

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